Centenário de Carlos Ribeiro Diniz

Se o pesquisador Carlos Ribeiro Diniz estivesse vivo, teria completado 100 anos no dia 2 de fevereiro. Mesmo não estando mais por aqui, sempre há oportunidade de lembrar uma vida tão produtiva e que contribuiu de forma significante para a pesquisa e divulgação científica no Brasil e no mundo.

Além de ter sido Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Ezequiel Dias – Funed, conduziu diversos estudos sobre os venenos de cobras, aranhas e escorpiões, e foi responsável por conseguir recursos para reativar laboratórios de pesquisa da Fundação. O Prof. Diniz, como sempre é lembrado na Funed, também reformulou e modernizou o processo de produção de soros da instituição, e criou várias linhas de pesquisa na Fundação.

De acordo com informações disponíveis no Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural da Funed, o Prof. Diniz nasceu em Minas Gerais, na cidade de Luminárias, localizada no Sul do estado, no dia 2 de fevereiro de 1919. Filho do agricultor Leopoldo Oscar Ribeiro e de Marieta Carolina Diniz, sempre teve curiosidade pela leitura, o que fez com que fosse mais cedo para a escola, pois desde pequeno tinha vocação para a ciência.

Médico de formação, Carlos Ribeiro Diniz participou da idealização do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da UFMG, e da consolidação da pós-graduação em bioquímica da mesma universidade. Também foi um dos criadores da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), em 1985.

Na Funed, a implantação do Prêmio de Incentivo à Pesquisa Carlos Ribeiro Diniz é uma homenagem ao pesquisador que tornou a Fundação reconhecida como um importante polo gerador de conhecimentos técnico-científicos e formador de recursos humanos.

Para Giselle Cotta, chefe do Serviço de Coleção Científica e Popularização da Ciência da Funed, o Prof. Diniz é um dos ícones da pesquisa mundial a respeito das toxinas animais. “Ter tido a oportunidade de conviver com ele foi um grande privilégio e fonte de inspiração, fundamental na minha formação profissional. Apresentou-me vários pesquisadores, brasileiros e estrangeiros, ligados aos animais peçonhentos, estimulando-me a aprofundar meus conhecimentos no campo da herpetologia. Juntamente com seu filho Marcelo Diniz, apoiou a implantação da coleção científica de serpentes da Funed, incentivando o aproveitamento de serpentes doadas à Funed para fins de desenvolvimento do conhecimento sobre a história natural e taxonomia de serpentes”, conta Giselle.

Assim como Giselle, todos aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com o Prof. Diniz na Funed guardam dele uma memória de muito carinho e aprendizado. É o caso da pesquisadora Marta do Nascimento Cordeiro, que recentemente concedeu entrevista para o projeto Memória e História Oral, do Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural, na qual descreve, emocionada, a figura memorável de Carlos Ribeiro Diniz.

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Publicado em: 8 de fevereiro de 2019 - 13:50