Perfil do viajante: Marta Souza Dias

Luzia Marta Souza Dias, mais conhecida como Marta, é a quarta participante do Perfil do Viajante, que tem o intuito de mostrar um pouco mais sobre as pessoas que ajudam a construir a história e fortalecer as ações do Programa Ciência em Movimento, da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Marta está, hoje, em Macaé, no Rio de Janeiro, ajudando a realizar a primeira exposição do Ciência em Movimento fora do estado de Minas Gerais. Essa viagem é muito especial porque Macaé é o município onde nasceu Ezequiel Caetano Dias, que está sendo homenageado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nesta semana.

Antes de chegar em Macaé, Marta percorreu um trajeto muito longo, repleto de realizações e conquistas, além de curiosidades que marcaram sua trajetória. Sua história dentro da instituição começou aos 18 anos, em 1981, quando veio acompanhar uma prima de Teófilo Otoni que queria trabalhar na Fundação. Quando chegou aqui, encontrou o Dr. Luiz Porto, então presidente da Funed, que foi seu pediatra na infância.

“Você também quer trabalhar aqui?” – perguntou ele.
“Não sei! Tenho que ver com meu pai” – respondeu ela.

De lá para cá, são 37 anos dedicados à Funed. Marta começou atuando na Diretoria Industrial, depois foi convidada pela Diretoria do Instituto Otávio Magalhães (DIOM) a integrar a equipe de coleta de material biológico. Depois de alguns anos, com a reformulação do método de pagamento dos servidores (antes, eram feitos por envelope e depois passou a ser informatizado), ela também foi convidada a fazer parte da equipe do Serviço de Pessoal. Mais algum tempo se passou até que ela foi convidada a atuar junto à equipe do Serviço Médico, onde permaneceu por 26 anos. “Nesta época, eu até me tornei ‘Insistente Social’ ”, brinca ela, mencionando o fato de sempre ter batalhado por boas condições de trabalho de todos os colaboradores da Fundação.

Sempre atuando em prol dos servidores, Marta quis deixar de ser ‘insistente social’ e se tornar Assistente Social. Para isso, ingressou na faculdade aos 46 anos. Ela se formou, mas não quis atuar na área e, depois de tantos anos de trabalho e dedicação em diversas áreas, finalmente passou a fazer parte da equipe do Ciência em Movimento, há quatro anos.

Demonstrando muito orgulho de sua trajetória na Funed, a servidora destaca sua participação em diversos eventos e celebrações que ajudou a realizar. “Quando cheguei na Funed eu participei da primeira Festa Junina. Também integrei e fui oradora da primeira turma do Telecurso de 2º grau”, destaca a servidora. Além disso, ela também fez parte da primeira turma da Brigada de Incêndio da Funed e ajudou a realizar a primeira feirinha, hoje conhecida como Quarta Feira. Marta também foi uma das pessoas que mais lutaram pelo direito à creche, conseguindo o benefício para dois dos seus três filhos: Rafael, de 34 anos, e profissional de T.I; Renata, de 25 anos, engenheira de alimentos e; Ana Paula, de 23 anos, bióloga.

Prestes a se aposentar, Marta fala sobre a importância que o Programa tem em sua vida. “O Ciência em Movimento foi a cartada final para que eu possa concluir a minha etapa na Funed com muito orgulho”, ressalta. “Apesar de ser da Saúde, sempre amei a Educação. Para mim, ela é essencial”, completa.

No Programa, ela trabalha na parte lúdica, dentro das atividades das exposições, que compreendem os assuntos relacionados aos animais peçonhentos e aos soros produzidos pela Funed. “Fazendo parte do Ciência em Movimento eu pude descobrir outros talentos, como o artesanato, por exemplo, uma coisa que eu gosto muito te fazer. Até fiz uma aranha gigante para a próxima viagem”, ela diz. E realmente fez! A tal aranha está lá, nesse momento, em Macaé.

Finalizando a conversa, Marta comenta sobre o que mudou desde que passou a fazer parte do Ciência em Movimento: “É muito bom participar! Cresço como pessoa e conheço muita gente. Em algumas cidades, os cidadãos são muito carentes. Então, mais do que a Ciência, a gente também leva afeto e carinho”, relata.

Sobre a viagem para Macaé, ela diz que as expectativas são grandes, mas tem receio porque “o lugar para onde vamos é uma Instituição grande. Tem toda a responsabilidade de levarmos o nome da Funed para a cidade onde nasceu o responsável por tudo isso”, completa, relacionando o fato de Ezequiel Dias ter nascido lá.

A servidora também faz um apelo: “A Funed que estou deixando não é a mesma que eu encontrei quando cheguei aqui. Então, peço que os jovens que estão chegando agora cuidem dessa instituição e a abracem como eu e muitos outros servidores fizemos durante esses anos”.