Pesquisadoras da Funed participam do Pint of Science BH 2019

 

Três pesquisadoras da Fundação Ezequiel Dias (Funed) participam da IV edição do Pint of Science em Belo Horizonte, de 20 a 22 de maio, das 19h30 às 21h, em cinco bares da cidade. As cientistas Clara Guerra e Luciana Silva, da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), e Shirley Lasmar, da Diretoria Industrial (DI) da Fundação.

Este ano, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal assumiu a organização do evento na capital, sendo o primeiro museu do mundo a ser o realizador do Pint of Science. O festival tem o apoio da Rede Mineira de Comunicação Científica (RMCC). A ação de divulgação científica acontece em cinco bares de BH: Albanos Choperia, Cafeteria MM Gerdau, Cantina do Lucas, Casa Híbrido e Filé Espeto & Cia.

Os bate-papos sobre temas científicos acontecerão simultaneamente e de forma de forma descontraída nos cinco espaços. Confira os temas, dias e horários que cada pesquisadora da Fundação irá participar:

21/5, das 19h30 às 21h – Casa Híbrido, R. Aquiles Lobo, 79 – Floresta.

Tem mulher na ciência, sim!

Não, não é mi mi mi… as mulheres estão sub-representadas em muitas áreas da ciência, particularmente nas exatas, tecnologia e engenharia. Neste painel vamos discutir a “verdade inconveniente” do “efeito tesoura”. Interessados?? Três cientistas premiadas nas áreas de Bioquímica, Biotecnologia e Neurociência apresentam as suas pesquisas e suas trajetórias.

Luciana Maria Silva

Bióloga pela Puc-Minas, possui mestrado em Ciências Técnicas Nucleares pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em Biologia Celular pela mesma universidade. Trabalha com medicina personalizada em oncologia para descoberta de Biomarcadores preditivos e prognósticos a partir de amostras biológicas de pacientes e também na descoberta de novas drogas com atividade antitumoral em uma plataforma de cultivo de células in vitro. Atualmente, é chefe do Serviço de Biologia Celular da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e sócia Fundadora das startups OncoTag e CELLType, que atuam na pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços oncológicos. Também é docente titular mestrado em Biotecnologia da Funed e credenciada como docente no programa de pós-graduação em genética do ICB/UFMG.

21/5, das 19h30 às 21h – Cantina do Lucas, Av. Augusto de Lima, 233 – Loja 18/19 – Centro.

Vacinar ou não vacinar? Eis a questão.

O Brasil é referência mundial na produção e distribuição de vacinas. Porém, nos últimos anos, muitas pessoas passaram a questionar a sua eficácia e a real necessidade da sua distribuição. Vacinar é seguro? É necessário? Neste painel vamos falar sobre vacinação, sobre as pesquisas que amparam o desenvolvimento das vacinas, sobre Programa Nacional de Vacinação e a importância da delas para a saúde pública.

Shirley Lasmar Lima

Farmacêutica industrial pela UFMG e com Mestrado em imunologia pela mesma instituição. Atua desde 1987 na Funed na área de produção de imunobiológicos. Há 5 anos dedica-se à gerência do projeto de transferência de tecnologia da vacina meningocócica C em parceria com empresa privada.

22/5, das 19h30 às 21h – Filé Espeto & Cia, Av. Fleming, 271 – Ouro Preto.

A aranha arranha a jarra, a jarra arranha a aranha: o uso dos venenos de aranhas para tratamento de doenças.

O veneno das aranhas está presente na grande maioria delas e sua composição química é bastante variada entre as espécies. É um coquetel que contém grandes e pequenas proteínas que podem ser ou não tóxicas, porém algumas delas quando separadas podem servir como modelos de medicamentos. Antibióticos, analgésicos para tratamento do câncer, disfunção erétil, vacinas e etc. Venha saber mais!

Clara Guerra Duarte

Analista e Pesquisadora do Serviço de Toxinologia Molecular da Funed. É Bacharel em Ciências Biológicas pela UFMG. Possui mestrado e doutorado também pela UFMG, em Bioquímica e Imunologia, com estágio sanduíche no laboratório SysDiag, em Montpellier, França. Atua há 14 anos no estudo dos venenos animais, na caracterização de toxinas e proposição de novas formas para a produção dos soros antiveneno.

Como nasceu o Pint of Science?

A ideia surgiu depois que dois pesquisadores do Imperial College London, Michael Motskin e Praveen Paul, organizaram um evento chamado Encontro com Pesquisadores, em 2012. Nesse encontro, pessoas com Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla foram convidadas para conhecer os laboratórios dos cientistas e ver de perto o tipo de pesquisa que realizavam.

A experiência foi tão inspiradora que a dupla decidiu propor um evento em que os pesquisadores pudessem sair das universidades e institutos de pesquisa para conversar diretamente com as pessoas e assim, em maio de 2013, surgiu o Pint of Science.

De lá para cá, o evento cresceu – em 2019, serão 24 países – e a meta é ampliá-lo cada vez mais. Neste ano, o total de cidades será ainda maior, totalizando 85 cidades, com representantes de todas as regiões do país, e mais temas sendo abordados. O que não muda é que os coordenadores e cientistas participantes do festival não recebem remuneração – a ideia é compartilhar e debater o conhecimento de forma voluntária – e os bares e restaurantes que cedem seu espaço não cobram entrada. O público paga apenas o que consumir.

Confira a programação completa do Pint of Science em BH.

 

Vivian Teixeira

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Publicado em: 20 de maio de 2019 18:05

Última atualização: 20 de maio de 2019 18:02