Mestrado a distância

Na última segunda-feira (22/6), as aulas do curso de Mestrado em Biotecnologia da Fundação Ezequiel Dias (Funed) foram retomadas no formato a distância. Essa modalidade já é utilizada há muitos anos no Brasil, desde os cursos feitos por correspondência. Contudo, no atual cenário, em que o distanciamento social é necessário, as aulas a distância se tornaram a única alternativa para que as instituições de ensino, da educação infantil à pós-graduação, possam dar continuidade ao ano letivo.

As aulas do mestrado acontecem nas segundas e terças-feiras, e as primeiras disciplinas ministradas no novo formato foram “A Biologia Celular na descoberta de produtos e serviços biotecnológicos”, com a professora Luciana Silva; e “Métodos cromatográficos e espectrometria de massas aplicadas à biotecnologia”, com Carolina Moreira. “Causou-me estranheza não ver os alunos, a reação deles, o interesse, não poder interagir com eles o tempo todo. Mas tentei aproximar mesmo assim, perguntando, conversando, trazendo-os pra perto. No geral, funcionou bem. Apesar de alguns problemas técnicos, como internet intermitente, considerei positivo no cenário em que estamos. Mas, fora deste contexto, não gostaria de dar aulas nesse formato”, relata Luciana Silva, que disse gostar muito do contato com os alunos durante as aulas.

Para Carolina Moreira, não ter interação presencial com os alunos e não conseguir ver em seus olhos se a informação foi captada também foi considerado um ponto negativo. “Porém, mesmo a distância a turma interagiu durante a aula, fazendo perguntas e levantando questões sobre o conteúdo ministrado. A tecnologia atua unindo alunos e professores, mostrando que podemos avançar e continuar contribuindo para a formação de recursos humanos, mesmo nesse novo contexto de pandemia”, disse.

Para os alunos, a experiência pareceu positiva. Valéria Vieira ponderou que o contato presencial, sem dúvida alguma, possibilita a troca de experiências e auxilia no aprendizado. “Entretanto, como esse formato não é possível atualmente, as aulas online foram produtivas. Houve muita organização da professora para ministrar o conteúdo e para o acesso ao material. A interação entre professor e aluno tem ocorrido, o que considero um ponto importante para o aprendizado”, afirmou. Outro aluno do curso, Oliver Cotta, disse que a experiência foi positiva. “Utilizamos as ferramentas que a tecnologia nos permite e foi muito produtivo, não houve problemas com acesso ou conexão. Foi muito boa a sensação de estar respeitando o distanciamento social, mas dando continuidade aos meus projetos”, complementou.

Na próxima semana, as disciplinas “Biologia molecular”, “Estratégias químico-analíticas” e “Potencial terapêutico de proteínas/toxinas de venenos animais” também irão estrear no formato a distância. “Com o cenário de incertezas em que estamos vivendo, optamos por retomar as aulas remotamente, para que não houvesse perda de conteúdo pelos alunos. Cada professor está utilizando a plataforma e metodologia que considere mais adequadas e que melhor se identifiquem. Aos poucos, vamos adequando o que for necessário”, diz Sílvia Fialho, coordenadora do curso.

Por Nayane Breder, Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento

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Publicado em: 26 de junho de 2020 14:09