Mestrado em Biotecnologia inicia aulas a distância

O Mestrado Profissional em Biotecnologia da Fundação Ezequiel Dias (Funed) retoma suas aulas, no formato a distância, nesta segunda-feira, 22. As aulas eram totalmente presenciais e estavam suspensas desde a segunda quinzena de março, cumprindo a determinação do Governo dada às instituições de ensino, devido à pandemia pela covid-19. O curso oferece duas linhas de pesquisa: bioprodutos e bioensaios.

A Funed é a primeira instituição pública do Estado de Minas Gerais a oferecer um curso de mestrado profissional em biotecnologia totalmente gratuito. Como uma instituição centenária de saúde pública, a Funed destaca mais uma vez sua importância no combate a surtos e epidemias e, agora, no enfrentamento a uma pandemia, se mostra completa por oferecer, além dos exames para diagnóstico de doenças, desenvolvimento e produção de medicamentos, uma capacitação na área de biotecnologia. “Como uma tecnologia baseada nas ciências biológicas, a biotecnologia possibilita o desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos, produtos de extrema importância no atual contexto em que estamos vivendo”, ressalta Sílvia Fialho, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e coordenadora do curso de mestrado.

No momento em que o mundo está enfrentando um problema tão difícil para a humanidade, as instituições de saúde pública e de ciência e tecnologia somam esforços para encontrar soluções em tratamentos para proteger e salvar a vida das pessoas. Neste contexto, “o mestrado profissional veio somar conhecimentos práticos à instituição, de forma a aprimorar os processos atuais e desenvolver novos produtos de maneira a permitir que a Funed continue pioneira  e na vanguarda da tecnologia, tão relevante nos tempos que estamos vivendo”, destaca Milena Magalhães, docente do curso, na área de bioprodutos.

Yago Machado é aluno do mestrado profissional da Funed e acredita que a biotecnologia que pode ser aplicada ao desenvolvimento de métodos diagnósticos mais eficazes, rápidos e com maior acurácia se torna peça chave no enfrentamento de pandemias. “Profissionais capacitados e habilitados para tal função, conhecedores das estratégias de pesquisa aplicadas ao desenvolvimento biotecnológico, podem se tornar agentes capazes de melhorar a profilaxia dos atingidos pela pandemia da covid-19, além da prevenção e do controle de número de casos”, diz o mestrando.

O Mestrado em Biotecnologia no cenário da pandemia

Viver em uma sociedade cada vez mais globalizada e com grandes concentrações urbanas demanda enormes desafios sanitários. Destes, destacam-se as viroses de transmissão aérea, com alto potencial infectante. A característica capacidade de mutação desses agentes possibilita que, eventualmente, uma virose de importância animal possa também ser transmitida para humanos. O surgimento de novos vírus como o Sars-CoV-2 precisa ser constantemente monitorado para que medidas eficazes de detecção e controle possam ser adotadas. Nesse sentido, apenas ferramentas baseadas estritamente nos mais rigorosos preceitos científicos podem nortear as ações de cientistas e pesquisadores. Respostas que visem ao controle da doença tais como: diagnóstico, vacinas, fármacos, equipamentos esterilizantes, EPIs (equipamentos de proteção individual) mais seguros, equipamentos diversos de monitoramento e de suporte à vida são essencialmente desenvolvidos e aprimorados por cientistas. A docente Sílvia Oloris ressalta que “nesse contexto, possuir um mestrado profissional em biotecnologia em uma instituição de saúde pública endossa o rigor científico que adotamos em nossas práticas diagnósticas e demais ações. Possuímos um corpo docente altamente qualificado e que, juntamente com os discentes, propicia respostas aos desafios enfrentados. O curso de uma pandemia é dinâmico e, por essa razão, a presença do Mestrado Profissional reafirma, a cada dia, nossa responsabilidade diante da sociedade”, acredita.

Indo além do curso de mestrado da Funed, mas ainda falando em capacitação e responsabilidade com a pesquisa em saúde pública, é importante ressaltar que a Funed também investe em futuros cientistas. Através de seu Programa de Estágio e dos Programas de Bolsa de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig, alunos do Ensino Médio e Superior desenvolvem pesquisas e trabalhos importantes para a sociedade e para o SUS. “A Funed assume um importante papel na disseminação e popularização da ciência, auxiliando na formação de jovens pesquisadores, bolsistas e estagiários; e apresentando às crianças e profissionais de saúde de todo o estado a ciência de forma simples e interativa, por meio dos programas Ciência em Movimento e Funed na Escola”, destaca o vice-presidente da Fundação, Rodrigo Leite.

Nayane Breder – Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento

 

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Publicado em: 22 de junho de 2020 16:04