Casos e curiosidades #4: Trabalho da Funed em situações especiais

Na coluna Casos e Curiosidades de hoje você vai saber sobre a atuação da Funed em situações especiais

É de conhecimento geral o papel da Fundação Ezequiel Dias (Funed) em situações de epidemias, como a de meningite, nos anos 1974/1976; a de cólera, em 1992; as de febre amarela, em 2001 e 2017/2018; da gripe H1N1, em 2010, atualmente, na pandemia pelo novo coronavírus, e em muitas outras.

Além da efetiva e constante atuação durante essas situações de saúde pública, a Fundação também atua em casos de Bioproteção, com foco em ações de prevenção ao bioterrorismo. A realização de grandes eventos internacionais como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, são exemplos de situações em que a Funed esteve pronta para agir caso houvesse alguma ameaça envolvendo agentes químicos e biológicos que comprometesse a saúde pública.

Treinamento prático de ações de defesa contra ataque químico e neutralização de artefatos explosivos com foco nos Jogos Olímpicos.
Data: 07/07/2016
Local: Mineirão
Foto: Omar Freire/Imprensa MG


Treinamento prático de defesa para os jogos olímpicos em 2016. Foto: Arquivo Funed

Outra situação incomum em que a Funed é chamada a atuar é quando há identificação de correspondência ou qualquer objeto suspeito de contaminação. Em 2001, uma semana depois do ataque de 11 de setembro nos Estados Unidos, cartas com um pó branco causaram a morte de cinco pessoas e a internação de outras 17 naquele país. Todas elas continham uma substância que transmite a doença conhecida como antraz, causada pelo contato com os esporos da bactéria Bacillus anthracis e que pode apresentar três formas: cutânea, pulmonar e intestinal.A aglomeração de pessoas durante esses eventos pode favorecer a disseminação de doenças que requerem diagnóstico rápido e ações de controle e prevenção urgentes. Um surto durante uma situação como as acima mencionadas pode, rapidamente, se transformar em um problema de saúde pública global.

Há alguns anos, correspondências suspeitas chegaram a Minas Gerais e foram encaminhadas à Funed. Elas seguiram um rigoroso protocolo de isolamento durante cinco dias e foram cuidadosamente examinadas pelos analistas da Fundação. Todos os materiais examinados até hoje foram apenas alarmes falsos, uma vez que nenhuma contaminação foi constatada. No entanto, a Funed sempre esteve preparada para cumprir seu papel.

A Fundação possui estrutura adequada e pessoal altamente capacitado para essas situações, como o laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3). Esse laboratório, também conhecido como de contenção, se destina ao trabalho com micro-organismos que acarretam elevado risco individual e também para a comunidade.

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Publicado em: 27 de agosto de 2020 13:12

Última atualização: 27 de agosto de 2020 13:14