A Funed, que faz parte do Governo de Minas, deposita duas novas patentes e passa a ter 37 registros

A Fundação Ezequiel Dias, que faz parte do Governo do Estado de Minas Gerais, realizou, em parceria com a UFMG, o depósito de duas novas patentes de invenção relacionadas a tecnologias para tratamento de doença ocular e de pneumonia bacteriana. Com estas, a Funed completa 37 registros de patentes, além de dois Certificados de Adição, sete registros de marca, seis registros de software, uma transferência de tecnologia, 3 know how, um direito autoral e um registro de indicação geográfica.

A patente “Composição farmacêutica para tratamento de doenças oculares associadas à formação de trombos e coágulos em veias da retina e uso” é uma invenção dos pesquisadores Sílvia Fialho, Eladio Sanchez e Mayara Rodrigues, da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed; e de Armando Cunha e Raquel Gregório, da UFMG.A tecnologia diz respeito a uma composição farmacêutica contendo Leuc-a para o tratamento da oclusão de veia da retina. A enzima fibrinolítica, Leuc-a, pode ser administrada na forma de solução aquosa por injeção intravítrea, como nova alternativa para o tratamento da oclusão de veia de retina (OVR), obstrução da veia central retiniana por um trombo, que provoca perda de visão indolor, variando de moderada a grave e geralmente ocorre de modo súbito.

Já a patente “Composição farmacêutica com atividade contra pneumonia bacteriana e uso” é uma tecnologia em que um antimicrobiano foi modificado quimicamente através da PEGuilação. Com essa modificação, a molécula teve ganho na estabilidade e foi eficaz no tratamento de pneumonia causada por bactéria resistente. Outro ponto importante foi que a modificação química realizada, reduziu de forma significativa a toxicidade do antimicrobiano. Esta invenção é fruto do projeto de doutorado em Inovação Biofarmacêutica do pesquisador do Serviço de Recursos Vegetais e Opoterápicos (SRVO), da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed, Júlio César Moreira Brito, orientado pela professora Maria Elena de Lima com parceiros da Faculdade de Farmácia, Instituto de Ciências Biológica e Faculdade de Química da UFMG.

Depositar uma patente é a forma mais segura de proteção intelectual que um pesquisador ou cientista podem ter. Além da segurança, este registro é o que aproxima a pesquisa do mercado. “Patentear uma invenção significa que se tem um produto tecnológico desenvolvido e que, a partir daí, basta investimento para que este produto chegue até a população. É a pesquisa aplicada a um produto e as pesquisas desenvolvidas na Funed têm essa diretriz”, explica a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed, Sílvia Fialho.

Por Nayane Breder (Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento)

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Publicado em: 14 de outubro de 2020 13:55