Funed realiza live sobre o uso da Inteligência artificial na classificação de tumores 

Na manhã de hoje, 22/10, a pesquisadora Luciana Maria Silva, chefe do Serviço de Biologia Celular, participou da live Inteligência Artificial na Classificação de Tumores Humanos, que faz parte da programação da 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e III FunedcomCiência da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

O encontro foi mediado pela bióloga e coordenadora do Funed na Escola e das ações digitais de popularização da ciência na Funed, Priscila Moreira Tavares, que destacou a importância de a Fundação promover o diálogo entre cientistas e a população. “É uma alegria para nós participar de eventos como este, que proporcionam essa troca de conhecimentos tão importantes como aqueles relativos aos usos da Inteligência Artificial na saúde”, afirmou.

A pesquisadora Luciana Silva contou que a Inteligência Artificial já está presente em diversos momentos da nossa vida, como nos mecanismos de buscas da internet, por exemplo. Na OncoTag, uma das startups que nasceram na Funed e da qual a pesquisadora é sócio-fundadora, o uso da Inteligência Artificial tem o objetivo de usar algoritmos e aprendizado de máquina para realizar a classificação molecular de pacientes oncológicos. Essa tecnologia começou  a ser desenvolvida em 2008 e é aplicada em testes moleculares que fazem a avaliação de mulheres com câncer de ovário. “A startup começou com esse tipo de câncer porque, apesar de os casos não serem muitos, quando acontecem, provocam altos índices de mortalidade” explica Luciana.

O sistema de diagnóstico usado pela pesquisadora consegue, a partir de uma grande quantidade de dados, reconhecer e criar padrões que podem auxiliar as equipes médicas a tomar as melhores decisões no tratamento dos pacientes. “Pegamos informações sobre os genes e o que eles expressam e cruzamos com informações  clínicas das mulheres, como data da primeira menstruação, se ela é fumante ou não, quantos partos ela teve, entre outras. A análise desses dados nos permite avaliar o risco desse tumor voltar, os benefícios que a paciente pode ter com a quimioterapia e até a origem primária do tumor”, detalhou Luciana.

A pesquisadora apresentou dados que mostram que hoje há um alto número de publicações brasileiras sobre o uso de Inteligência Artificial nas ciências da saúde, entretanto, são poucas as pesquisas que resultam no depósito de patentes.

Foi mostrado o estagio em que se encontra a tecnologia de acordo com o TLR (Technology readiness level), indicador criado pela NASA para medir o nível de maturidade de uma tecnologia,. “Esse processo é essencial para saber quando ela é pesquisa básica e o quando ela se torna produto e chega até a população. e a Oncotag já está no nível 9, que representa que o sistema já está operando e tem relevância mercadológica”, explicou.

Ao final da exposição, Luciana respondeu às dúvidas e comentários do público. Outros conteúdos da Semana Nacional de Ciência em tecnologia da Funed podem ser conferidos nas redes sociais da Fundação. A programação vai até amanhã!

Quem perdeu a live, ainda pode conferir a gravação disponível no canal da Funed no Youtube.

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Publicado em: 22 de outubro de 2020 16:48