Pesquisadora da Funed fala sobre os desafios da divulgação científica

Giselle Cotta apresentou o tema no Web Encontro Vital para o Brasil e foi agraciada com a medalha Vital Brazil

Giselle Cotta, coordenadora do Serviço de Coleção Científica e Popularização da Ciência, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), participou do webnário Os Desafios da Divulgação Científica, que fez parte da programação do Web Encontro Vital para o Brasil Sobre Animais Peçonhentos – Ciência Cidadã. Além de Giselle, participaram do debate os especialistas Mário de Pinna, da Universidade de São Paulo (USP); Moema Vergara, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (RJ); Paulo Bernarde, da Universidade Federal do Acre (UFC- AC); e Simone Bortoliero, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Giselle fez uma apresentação sobre a Funed e os trabalhos que envolvem a divulgação científica na instituição. Além de falar sobre a importância do acervo da Coleção Científica – que começou a se formar na Fundação no ano de 1986, com o objetivo de preservar os ofídios que representam a fauna do estado de Minas Gerais – e das ações de popularização da ciência para a sociedade, a bióloga apresentou números que refletem os impactos das iniciativas.

“Conseguimos um caminhão itinerante em 2012 e, desde então, já foram feitas 154 exposições sobre diversos assuntos como animais peçonhentos, doenças negligenciadas e a histórica da saúde pública. Em 2015, a partir de investimentos do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems) da Fundação de Amparo do Estado de Minhas Gerais (Fapemig) – e da própria Funed – conseguimos customizar outro caminhão e, desde então, já visitaram o acervo de exposições, mais de 277 mil pessoas. Segundo a coordenadora, também foram capacitados 887 agentes de saúde e outros profissionais, em diferentes municípios, sobre assuntos diversos que envolvem a saúde pública e o trabalho com os animais.

Sobre os desafios que os trabalhos com a divulgação científica impõem, Giselle citou seis pontos de atenção específica:

1-     A continuidade das ações de popularização da ciência na Instituição, pois que elas dependem de vontade institucional, de investimento e da vontade dos pesquisadores de participarem.

2-    O esforço de manter as equipes que trabalham nos projetos, especialmente as que viajam.

3-    A curadoria de temas e a produção desses conteúdos, uma vez que a Funed atua em diversas áreas e que nem sempre existem equipes especializadas em tantos assuntos.

4-    A definição do público-alvo das ações, pois, muitas vezes, a equipe atende alunos de diferentes faixas etárias, professores e também o público espontâneo.

5-    A inclusão de pessoas com deficiência nas exposições, pois é importante ter equipe especializada para trabalhar com pessoas com necessidades especiais.

6-    A adesão dos pesquisadores, pois, para alguns deles, a prioridade é a pesquisa e a produção de artigos científicos, e não a comunicação com o público não especializado.

Ao final da exposição, Giselle agradeceu o apoio de todos aqueles que contribuem para que o trabalho de popularização seja uma realidade na Funed. “Agradeço a minha equipe de forma especial, a toda a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed, à Diretoria de Planejamento, Gestão e Finanças, à Fapemig, ao Cosems e ao CNPQ pelo constante financiamento das ações”, disse.

No encerramento do evento, Giselle foi uma das agraciadas com a medalha Vital Brazil, como forma de reconhecer seu trabalho com os animais peçonhentos e nas ações de divulgação científica. O anúncio da honraria está disponível neste vídeo e o conteúdo gravado pode ser acessado neste link.

 Por Vivian Teixeira 

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Publicado em: 09 de novembro de 2020 18:26