







As
aranhas pertencem ao filo dos artrópodes, habitam praticamente
todas as regiões da terra, sendo encontradas nos diferentes ecossistemas,
inclusive a água. |
Estes animais podem viver em teias geométricas ou irregulares, em buracos no solo, fendas de barrancos, árvores, sob troncos podres, cupinzeiros, e bromélias. Podem ser encontrados também em áreas ocupadas pelo homem.
São animais carnívoros. Alimentam-se principalmente de insetos, podendo alimentar-se de presas maiores como pequenas lagartixas, rãs, peixes, roedores e filhotes de pássaros. Os predadores são pássaros, lagartos, sapos, rãs, escorpiões e parasitas diversos, além do próprio homem. A maioria das espécies de aranhas têm vida solitária, mas algumas espécies tem hábitos sociais. Algumas espécies vivem poucos meses, enquanto outras, principalmente caranguejeiras, podem viver até 25 anos, de acordo com observações realizadas em cativeiro.
Morfologia
O corpo das aranhas é dividido em duas partes, o cefalotórax e o abdome, unidos por um tubo estreito (pedicelo) por onde passam o intestino, nervos e a hemolinfa.
No cefalotórax encontram-se articulados 6 pares de apêndices.
.: Um par de quelíceras, associadas à glândulas de veneno, com ferrões. Estes ferrões são utilizados para inocular veneno; manipular e apreender os alimentos.
.: Um par de pedipalpos, funcionando como órgão sensorial. Nos machos o último segmento é diferenciado em bulbo copulador.
.: Quatro pares de pernas para locomoção.
No cefalotórax também estão situados os olhos, geralmente em número de oito, organizados em duas ou três fileiras. A disposição destes olhos, a curvatura das fileiras e as distâncias interoculares são utilizadas para identificação dos gêneros e espécies.
O abdome, em geral, não apresenta segmentação. Na sua região posterior estão situadas as fiandeiras e nelas localizam-se as aberturas das glândulas produtoras da seda. A seda produzida é utilizada na fabricação de teias de captura de alimento, construção de ootecas, etc.
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Todas
as aranhas têm veneno e podem causar acidentes. Mas nem todas são
responsáveis por acidentes humanos graves, devido a fatores como a
baixa toxicidade do veneno para seres humanos, pequena quantidade de veneno
injetado, quelíceras incapazes de perfurar a pele.
No Brasil apenas três gêneros, com cerca de 20 espécies,
podem causar envenenamentos graves em humanos, Latrodectus (viúva negra),
Loxoceles (aranha marrom) e Phoneutria (armadeira). Os acidentes causados
por Lychosa (aranha de grama) e caranguejeiras, são destituídos
de maior importância.


Hábito
Ativa à noite, abriga-se durante o dia em lugares escuros.
Teias
Não vivem em teias.
Acidentes
Não foge quando surpreendida, coloca-se em posição
de ataque, isto é, apoia-se nas pernas traseiras, ergue a dianteira
e procura picar.
Principais espécies e distribuição geográfica
P. fera: região amazônica.
P. nigriventer: ES, MS, MG, RJ, SP, PR, SC e RS.
P. reidyi: região amazônica.


Tamanho
Corpo: 1cm
Total: 3cm
Habitat
Sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras, nas casas:
atrás de móveis, sótão, porões, garagens
etc.
Teias
Teia irregular revestindo o substrato.
Acidentes
Pica quando espremida contra o corpo (roupa pessoal, na cama e em
colheita no campo).
Principais
espécies e distribuição geográfica
L. adelaide: Rio de Janeiro.
L. amazonica: Norte e Nordeste do Brasil.
L. gaúcho: SP e MG.
L. hirsuta: Sul do Brasil.
L. intermedia: Sul do Brasil.
L. laeta: espécie introduzida que ocorre em laguns focos isolados
no Brasil.
L. simili: SP e MG.


Tamanho
Corpo: 1,5 cm
Total: 3cm
Habitat
Em vegetação arbustiva, nas gramíneas, ocupando
buracos de erosão em gramados. Também usam canaletas de água
de chuva, podem abrigar-se em latas vazias, pneus velhos etc.
Teias
Teia irregular suspensa entre a vegetação.
Acidentes
Semelhante a Loxosceles (roupa pessoal, na cama e em colheita no
campo).
Principais
espécies e distribuição geográfica
L. geometricus: em todo o Brasil.
L. curacavienses: em todo o Brasil.
L. mactans: em todo o Brasil.