Créditos
 
Escorpiões de Importância Médica

A ordem Scorpiones abrange cerca de 1.500 espécies, apresentando ampla distribuição geográfica, estando representados em todos os continentes, com exceção da Antártida. Estes animais são encontrados em todas as zonas tropicais do mundo.
 

Os escorpiões ocorrem em vários tipos de ambientes terrestres, sendo encontrados desde regiões desérticas até florestas tropicais super-úmidas. Todas as espécies de escorpiões consideradas perigosas para o homem pertencem à família Butidae, com 550 espécies, das quais apenas 25 são consideradas capazes de provocar acidentes graves ou fatais. Os mais perigosos pertencem aos gêneros Androctus e Leiurus (África do Norte e Oriente Médio), Centruroides (México e Estados Unidos) e Tityus (América do Sul e Trinidad).

No Brasil, os escorpiões de interesse médico pertencem ao gênero Tityus, com as espécies T. serrulatus (escorpião amarelo) encontrado na Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás; T. bahiensis (escorpião marrom) registrado para Goiãs, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e T. stigmurus que ocorre nos estados da Região Nordeste.

Os escorpiões ou lacraus apresentam o corpo formado pelo tronco (prosoma e mesosoma) e pela cauda. O prosoma é coberto dorsalmente por uma carapaça, o cefalotórax, onde se articulam quatro pares de pernas, um par de quelíceras e um par de pedipalpos. O mesosoma apresenta sete segmentos dorsais, os tergitos, e cinco ventrais, os esternitos. A cauda é formada por cinco segmentos e no final da mesma situa-se o telso, composto de vesícula e ferrão (aguilhão). A vesícula contém dias glândulas de veneno, que é inoculado pelo ferrão. Observe no desenho esquemático abaixo as características citadas.

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Os escorpiões são animais carnívoros, alimentam-se de insetos, como grilos e baratas, porém são capazes de permanecer longos períodos sem se alimentar. Têm hábitos noturnos e escondem-se sob pedras, troncos, dormentes de linhas de trem, entulhos, telhas e tijolos.



CLASSIFICAÇÃO

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

SOROTERAPIA
(nº de ampolas)
SAEEs ou SAAr**

Leve *

Dor e parestesia locais.

-

Moderado

Dor local intensa associada a uma ou mais manisfestações, como náuseas, vômitos, sudorese, sialorréia discretos, agitação, taquipnéia e taquicardia.

2 a 3

Grave

Além das citadas na forma moderada, presença de uma ou mais das seguintes manifestações: vômitos profusos e incoercíveis, sudorese profusa, sialorréia intensa, prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque.

4 a 6 ***

Características dos acidentes escorpiônicos
* Tempo de observação das crianças picadas: 6 a 12 horas.
** SAEEs = Soro antiescorpiônico / SAAr= Soro antiaracnídico.
*** Na maioria dos casos graves quatro ampolas são suficientes para o tratamento, visto que neutralizam o veneno circulante e mantêm concentrações elevadas de antiveneno circulante por pelo menos 24 horas após a administração da soroterapia.

Fonte: Manual de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos – Ministério da Saúde

Clique no desenho ao lado para visualizar o desenho esquemático da vista dorsal e ventral de um escorpião

Tityus serrulatus se alimentando de uma barata