Arboviroses: clima contribui para proliferação de vetores como Aedes aegypti

As arboviroses são doenças virais transmitidas a animais vertebrados por meio de vetores artrópodes, como mosquitos e carrapatos.

Segundo Marcos Silva, farmacêutico e chefe do Serviço de Virologia e Riquetsioses no Instituto Octávio Magalhães – LACEN/MG, a temperatura, a umidade do ar e o índice de pluviosidade estão diretamente relacionados à propagação de arboviroses, pois o aumento desses fatores favorece o aumento da quantidade de criadouros (locais de desenvolvimento do vetor). “A maneira mais eficaz de prevenção ainda é a participação da população na eliminação dos focos do mosquito, como reservatórios de água. Manter as vacinas em dia, como a da febre amarela, também contribui para diminuição no número de afetados pela doença”, explica Marcos.

Existem pouco mais de 500 espécies de arbovírus catalogadas, sendo que mais de 100 destas são capazes de causar doenças em seres humanos. Em Minas Gerais, as arboviroses identificadas – chikungunya, dengue, febre amarela e zika, provenientes principalmente do mosquito Aedes aegypti – oferecem risco à saúde pública, devido à possibilidade de causar epidemias e pela alta morbidade e letalidade.

Marcos lembra que a última epidemia de dengue ocorreu em 2016.  Em 2018, os números de diagnósticos realizados pela Funed em Minas Gerais foram: 12.620 para chikungunya, 24.520 para dengue, 10.955 para febre amarela e 3.061 casos de Zika em todo o Estado.

É necessário destacar a importância do monitoramento feito pela Fundação, que direciona as ações da Vigilância Epidemiológica. Assim, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) intensifica as ações de prevenção e de combate aos vetores na região.

Aedes aegypti. Foto: pixabay

Texto: Rubia Célia

 

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Publicado em: 1 de fevereiro de 2019 - 16:21