Funed participa de estudo que propõe alternativa para tratamento da degeneração macular

Os pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) Silvia Fialho (Divisão de Ciência e Inovação) e Luiz Guilherme Heneine (Serviço de Imunologia Aplicada) participam de estudo que propõe um novo sistema para tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

A DMRI é considerada a principal causa de perda de visão e cegueira em todo mundo e afeta de 10 a 13% dos adultos acima de 65 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença compromete a mácula, região da retina responsável pela visão detalhada e percepção das cores, criando uma espécie de sombra que prejudica a visão central de perto e de longe.

O estudo desenvolvido pelos pesquisadores da Funed, em parceria com a Escola de Engenharia e com a Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), consiste de um novo sistema composto por nanofibras poliméricas (estruturas muito pequenas com dimensão nanométricas que se organizam na forma de fibras capazes de controlar a liberação do fármaco), e bevacizumabe (anticorpo monoclonal já utilizado na clínica para o tratamento desta doença).

A proposta da pesquisa foi avaliar a potencialidade do sistema desenvolvido na liberação do anticorpo por um período prolongado, aumentando a adesão do paciente ao tratamento e reduzindo os efeitos adversos normalmente observados na terapia atualmente usada.

Os resultados deste trabalho confirmam que a formulação de nanofibras poliméricas foi capaz de promover uma liberação mais lenta do bevacizumabe, em concentrações efetivas, o que permite que as aplicações da substância no paciente não precisem ser frequentes, como ocorre com o método tradicional. A proposta se apresenta como promissora para o tratamento de DMRI.

Os resultados da pesquisa estão em artigo científico publicado no início de novembro na revista Journal of Materials Science: Materials in Medicine. O projeto contou com apoio financeiro do INCT-Nanotecnologia Farmacêutica, do qual a pesquisadora Sílvia Fialho é integrante, da Fapemig e do CNPq.

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Publicado em: 20 de novembro de 2018 - 08:00