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Funed participa de coletiva realizada pela SES para atualizar o número de casos de febre amarela

Nesta terça-feira (6/02), o chefe de Gabinete da Fundação Ezequiel Dias, Luiz Starling e a representante do Instituto Octávio Magalhães, Carmem Dolores Faria, estiveram presentes na coletiva de imprensa para atualizar a situação epidemiológica da Febre Amarela no Estado, realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Durante a abertura da coletiva, o secretário de Saúde em exercício, Nalton Sebastião Moreira da Cruz, falou de forma geral a respeito da situação de Minas Gerais, destacando as ações desenvolvidas no enfrentamento à febre amarela, bem como as estratégias adotadas para qualificar a assistência aos pacientes.

“O Estado de Minas Gerais desenvolveu um plano de ação e todas as medidas necessárias foram adotadas em conjunto com todas as unidades vinculadas à SES, como Funed, Hemominas e Rede Fhemig, e também com os municípios. Com o aumento no número de casos confirmados de febre amarela, nós voltamos a nos reunir com o Governador Fernando Pimentel e decidiu-se por publicar, e posteriormente ampliar, o decreto de emergência em Saúde Pública, possibilitando, assim, o desenvolvimento de ações com mais agilidade. A partir desses decretos, os municípios que integram as regionais prioritárias receberão repasses para que sejam desenvolvidas ações mais efetivas no enfrentamento à doença”, explica Nalton Sebastião Moreira da Cruz.

O Secretário também falou a respeito das declarações feitas pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, a respeito dos recursos federais que não estariam sendo repassados pelo Estado aos municípios e do não comprimento dos 12% da receita, estabelecido pela Constituição.

“A fala do ministro da Saúde é uma fala irresponsável e desrespeitosa para com o Estado de Minas Gerais. Reforçamos que os recurso da Vigilância Sanitária são repassados diretamente aos municípios, não passando, dessa forma, pelo Estado. Outra inverdade dita, é que nós não repassamos os recursos federais para os Hospitais. É importante esclarecer que muitos municípios são de gestão plena, então os recursos da União vão direto para o próprio município. No caso dos que não são gestão plena, os recursos chegam ao Estado e os valores que são pré-fixados, o repasse é feito num prazo de cinco dias para os hospitais. Já no caso dos pós fixados, esse prazo dependerá da apuração de produção desses hospitais para que o Estado faça o repasse. Outra inverdade dita pelo ministro é que os hospitais de Minas Gerais entraram com uma ação contra o Estado por falta de repasse de recurso federal. Na verdade, a ação movida pela Federassantas é referente a recursos estaduais”, explicou Nalton Sebastião Moreira da Cruz.

O secretário destacou, ainda, que o Estado de Minas Gerais executou 12,1% do orçamento em Saúde, cumprindo com o estabelecido pela Constituição, e não 3%, conforme mencionado pelo ministro.

Ao longo da coletiva, o Subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, apresentou a atual situação epidemiológica do Estado, no que se refere à febre amarela.

De acordo com Rodrigo Said, em relação aos casos humanos, Minas Gerais registrou até o momento, 164 casos confirmados para febre amarela, sendo que desses, 61 casos evoluíram para óbito.

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Ações de enfrentamento à febre amarela

As ações de prevenção e controle da Febre Amarela estão sendo desencadeadas nos municípios afetados e limítrofes, mesmo sem confirmação laboratorial.

Dentre as ações desenvolvidas pela SES-MG nas localidades, destacam-se a intensificação da vacinação de rotina, conforme o Calendário Básico de Vacinação, intensificação da vigilância de epizootias de primatas não humanos (morte de macacos), investigação entomológica (de insetos) e vigilância laboratorial das síndromes febris icterohemorrágicas (SFIHA).

Diante da ocorrência de casos humanos ou epizootias (morte de macacos) pela doença em determinada região, a determinação da SES-MG é de que a intensificação vacinal seja iniciada imediatamente, casa a casa, com verificação do Cartão de Vacinação, devendo ser realizada prioritariamente nos domicílios e Peri domicílios dos casos suspeitos, sendo estendida por todo o município.

Somado a isso, a SES-MG tem emitido alertas e realizado reuniões para discussão da situação com as regionais de saúde e municípios do estado.

Vacinação

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas Gerais está em torno de 83,38%. No entanto, ainda há uma estimativa de 3.299.174 pessoas não vacinadas, especialmente na faixa-etária de 15 a 59 anos de idade, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça que a medida mais importante para prevenção e controle da Febre Amarela é a vacinação. Por este motivo, toda, toda pessoa acima de nove meses de vida que mora ou vai viajar para área rural, de mata ou silvestre deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para se vacinar. Idosos acima dos 60 anos e gestantes devem ser avaliadas por uma equipe de saúde.

Texto: Fernanda Rosa (SES-MG)

Publicado em 07/02/2018 às 15:38.