







| Funcionários da Funed contribuem para formação de jovens bolsistas | |
| 15/08/2008 - 12:00 | |
A Fundação Ezequiel Dias (Funed), que desde 2004 participa do programa de Bolsas de Iniciação Científica para estudantes de ensino médio (Bic-Júnior), amplia sua atuação social e oferece aos alunos um curso pré-vestibular. Agora, além de participar de projetos de pesquisa - financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) - em diversos setores da Funed, os alunos de escolas públicas terão aulas de português, matemática, história, geografia, inglês, física, química e biologia. O programa Bic-Invest 2008 foi idealizado pela bióloga e coordenadora do Laboratório de Biologia Celular, Luciana Maria Silva, e todos os professores são funcionários da Funed voluntários. Até o dia 19 de dezembro, os bolsistas terão aulas entre 12h30 e 14h20, às terças e quintas- feiras, nas dependências da Funed. Segundo Luciana, essa é uma oportunidade de aumentar as chances de sucesso no vestibular e de boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "A partir do aprendizado na Fundação, tanto no cursinho quanto nos projetos de pesquisa, os estudantes terão mais portas abertas no mercado de trabalho e na universidade", afirma a bióloga. De acordo com Cláudio Eustáquio Duarte, professor voluntário de português, o interesse em aprender e a vontade de alcançar um objetivo são destaques entre os estudantes. Érick Candeias, aluno do cursinho e estudante do 3º ano do Ensino Médio, as aulas e a chance de tirar dúvidas poderão garantir sua colocação no vestibular. "Além disso, é bom aprender com pessoas que trabalham em áreas ligadas ao conteúdo explicado", afirma Erick. "O programa é importante porque permite que os estudantes conciliem as atividades escolares e suas funções na Fundação", explica Thaís Viana de Freitas, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação. Bolsas de Iniciação Científica A Funed é uma das instituições que, em parceria com a Fapemig, oferece Bolsas de Iniciação Científica. Além dos alunos de ensino médio de escolas públicas, estudantes de graduação de universidades mineiras também participam do programa. As bolsas são uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho e podem despertar vocações científicas entre os alunos. Muitos dos estudantes de ensino médio, em sua maioria carentes, depois da experiência de um ano na Funed, prestam vestibular para cursos relacionados à pesquisa desenvolvida. A Fapemig indica as escolas participantes que, por sua vez, escolhem os alunos que mais se destacam nas disciplinas de química e biologia. Esses estudantes participam de projetos monitorados por pesquisadores da Funed durante um ano. Fotos: crédito - Tuane Soares |
|
| Funed recebe técnicos de laboratórios oficiais para treinamento sobre controle farmacêutico | |
| 14/08/2008 - 12:00 | |
Começa nesta segunda-feira, 18 de agosto, o curso "Boas Práticas de Laboratório Oficial de Controle Farmacêutico", que será realizado na Fundação Ezequiel Dias (Funed), Laboratório Central de Minas Gerais. Além de técnicos da própria Funed, participam do curso profissionais dos Laboratórios Centrais do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O treinamento é promovido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). As aulas serão ministradas pela professora Rosalba Alzate de Saldarriaga, química-farmacêutica, professora emérita da Universidad de Antioquia, da Colômbia. O credenciamento dos participantes está previsto para as 8h30 desta segunda-feira (18/08).
De acordo com a OPAS, as Boas Práticas de Laboratório identificam, descrevem e definem os princípios que devem reger os processos de organização e as condições pela quais se alcança o planejamento e execução das análises laboratoriais para controle de qualidade de medicamentos. A Funed, responsável pela análise de qualidade de medicamentos encaminhados pela Vigilância Sanitária, foi escolhida para sediar o curso porque já tem um sistema de qualidade implantado e potencial de pré-qualificação junto à Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com Amália Soares Santana, chefe do Serviço de Medicamentos, Saneantes e Cosméticos da Funed, a capacitação contribui para o aprimoramento constante do sistema de qualidade da instituição. Os laboratórios da Fundação Ezequiel Dias seguem a norma ISO 17.025 e têm 57 ensaios habilitados junto à Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas), que verificam a competência técnica da entidade para realizar os estudos e análises aos quais se propõem. O objetivo da habilitação é garantir a qualidade dos serviços prestados pelas entidades habilitadas. Mais ensaios realizados pela Funed estão em processo de habilitação junto ao INMETRO e à Reblas. Segundo Éji Pons Machado, profissional nacional de vigilância sanitária da Unidade de Medicamentos e Tecnologia da OPAS, o curso faz parte da preparação do Laboratório Central de Minas Gerais para se qualificar junto à OMS. A chefe da Divisão de Planejamento e Gestão da Qualidade da Funed, Maria Helena Savino, destaca ainda que, durante o curso, os alunos visitarão laboratórios da Fundação, que serão apresentados como modelo de boas práticas. O curso segue até o dia 22 de agosto, no auditório central José Agenor Álvares da Silva, na Fundação Ezequiel Dias: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 – Gameleira. |
|
| Funed capacita fiscais da Região Metropolitana em Programa de Vigilância da Qualidade de Água | |
| 28/07/2008 - 12:00 | |
A Fundação Ezequiel Dias capacitou nesta semana 35 fiscais, de 27 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, dentro do Programa de Vigilância da Qualidade da Água. Os profissionais receberam orientações sobre procedimentos de coleta, transporte e acondicionamento das amostras, interpretação dos resultados das análises e demais procedimentos previstos na legislação específica. Segundo a bióloga Rita de Cássia Goulart Soares, referência técnica do Laboratório de Microbiologia de Águas da Funed, o encontro foi positivo, porque os participantes puderam tirar suas dúvidas e conhecer melhor a Portaria 518/04, do Ministério da Saúde, que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. “A capacitação contínua é importante porque há rotatividade de funcionários e o controle de qualidade da água deve ser mantido ininterruptamente”, afirma Rita.
Os fiscais fazem as coletas de amostra da água para consumo humano em fontes alternativas (cisternas, poços, minas) e mananciais, além de pontos de fornecimento de água tratada da região metropolitana. O material é encaminhado para o Laboratório de Microbiologia de Águas através do Serviço de Gerenciamento de Amostras da Funed e analisado. Caso o resultado em alguma amostra indique que ela não está apropriada para o consumo, o fiscal retorna ao local, identifica a causa e toma as providências para resolver o problema. “As palestras foram interessantes porque têm aplicabilidade direta em nosso trabalho diário. Assim, podemos fazer mais e melhor”, diz a participante Renata Almeida de Jesus, fiscal de Betim. “O trabalho integrado entre os fiscais e o laboratório é fundamental para garantir a agilidade e eficácia das ações de controle de qualidade da água”, afirma Kléber Baptista, Coordenador do Serviço de Gerenciamento de Amostras. Portaria A Portaria MS n.º 518/2004 estabelece, em seus capítulos e artigos, as responsabilidades por parte de quem produz a água, no caso, os sistemas de abastecimento de água e de soluções alternativas, a quem cabe o exercício de “controle de qualidade da água” e das autoridades sanitárias das diversas instâncias de governo, a quem cabe a missão de “vigilância da qualidade da água para consumo humano”. Também ressalta a responsabilidade dos órgãos de controle ambiental no que se refere ao monitoramento e ao controle das águas brutas de acordo com os mais diversos usos, incluindo o de fonte de abastecimento de água destinada ao consumo humano. |
|
| Funed se habilita para detecção de parasitas em água | |
| 18/07/2008 - 12:00 | |
A Fundação Ezequiel Dias (Funed) - Laboratório Central de Minas Gerais - já está capacitada, a partir deste mês, para a detecção de parasitas intestinais - Cryptosporidium spp e Giardia spp - que podem ser encontrados em água para consumo. A Funed integra, desde 2006, um projeto interlaboratorial que reuniu a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa - Campinas) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb-SP).
O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde e, para chegar a resultados precisos, foram avaliadas três diferentes metodologias de detecção dos parasitas em amostras de água. O Laboratório de Microbiologia de Águas da Funed recebeu, desde o inicio dos estudos, R$75 mil para a compra de insumos e equipamentos. Confirmou-se que todas as metodologias são eficientes, dependendo da origem da amostra a ser analisada, porém uma delas se mostrou mais eficaz em todos os casos. A partir de agora, caso haja um surto cuja suspeita seja contaminação da água, a Funed irá atuar na detecção dos parasitas, que podem causar doenças diarréicas. Esses protozoários têm se destacado mundialmente como principais contaminantes associados à veiculação de água. Como o conhecimento a respeito desses riscos no Brasil ainda é reduzido, o Ministério da Saúde estabeleceu, na portaria 518/2004, a inclusão de pesquisa desses organismos patogênicos, com o objetivo de atingir, como meta, um padrão de ausência, dentre outros, de Giardia spp e Cryptosporidium sp. "A Funed está capacitada para a realização das metodologias para realização deste ensaio e para atender as demandas relacionadas à elucidação de possíveis surtos que tenham suspeitas de contaminação", afirma a farmacêutica Rita Lopes, chefe do Serviço de Divisão de Vigilância Sanitária da Fundação. Além disso, a Funed poderá capacitar outros Laboratórios Centrais de Saúde Pública e alcançar padrão de referência em relação a mais esse serviço. |
|
| Funed participa de encontro com Sistema Mineiro de Inovação | |
| 08/07/2008 - 12:00 | |
Articular e fomentar a interação e a convergência das iniciativas governamentais, empresariais e acadêmicas na área de pesquisa e desenvolvimento. Aberta a essa intenção, a Funed recebeu na sexta-feira (04) a visita de representantes do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que conheceram mais sobre o trabalho da Fundação e apresentaram o sistema colaborativo em que se baseia o sistema. Segundo Heber Pereira Neves, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, o relacionamento entre governo, setor produtivo e instituições de ciência e tecnologia deve ser estreitado, como condição para o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil. “E o foco de um bom programa de relacionamento entre esses três principais atores deve estar nas pessoas. Por isso, o Simi viabiliza e facilita a interação entre elas”, explicou Heber.
Por meio de ferramentas da Web 2.0, os usuários do portal do Simi se tornam protagonistas na produção do conteúdo e podem trocar artigos, tirar dúvidas, lançar demandas e editais, por exemplo. “A filosofia é de colaboração. Já é fato conhecido de que grupos de pesquisa trabalhando juntos chegam a resultados de forma mais eficiente e rápida, mas é preciso transpor as barreiras geográficas e temporais”, disse Heber. Além da interação por meio do portal, existem os encontros presenciais de inovação, dos quais podem surgir equipes de gestão para apresentar projetos ao Fórum Mineiro de Inovador, que, por sua vez, pode encaminhar propostas à Assembléia Legislativa de Minas Gerais e ampliar as políticas públicas e ações governamentais relativas à inovação. De acordo com o presidente da Funed, Carlos Alberto Pereira Gomes, o Simi reflete o ambiente atual do estado de Minas Gerais, que é de inovação. “É importante que os pesquisadores e instituições conheçam essas formas de interação e se insiram no contexto global, para ampliar serviços e aproveitar oportunidades de desenvolvimento que se reverterão em benefícios para a população”, concluiu. Simi O Simi é uma ação do Projeto Estruturador Rede de Inovação Tecnológica (RIT), coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Foi criado em 12 de Dezembro de 2006, por meio do decreto 44.418. O Fórum Mineiro de Inovação é uma unidade de ação cooperativa, consultiva, propositiva e deliberativa, que tem como integrantes representantes do poder público estadual, do setor empresarial e do ensino superior. O colegiado do Fórum tem como presidente o governador Aécio Neves. |
|
| Funed integra diretorias para ampliar papel de referência estadual e nacional | |
| 04/07/2008 - 12:00 | |
A Fundação Ezequiel Dias, Laboratório Central de Minas Gerais, investe em seu sistema de gestão da qualidade e se prepara para passar, até o fim deste ano, pela avaliação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade não-governamental reconhecida pelo Ministério da Saúde. A acreditação é considerada a coroação do trabalho feito por organizações, que permite consolidar o papel de excelência do órgão para a sociedade.
Em busca desse reconhecimento, várias reuniões entre a Diretoria de Planejamento, Gestão e Finanças e a Diretoria do Instituto Octávio Magalhães (IOM) da Funed estão sendo realizadas desde junho. De acordo com o diretor do IOM, Júlio César Martins Siqueira, a acreditação representa um impacto positivo na imagem da Fundação e abre perspectiva para ampliar a oferta de serviços, como por exemplo, buscar novas referências de diagnósticos de doenças. A primeira etapa do processo foi realizar, internamente, um diagnóstico organizacional e apontar os pontos de melhoria. A avaliação da ONA deve acontecer no segundo semestre deste ano. Segundo Júlio Siqueira, a maior integração entre as diretorias da Fundação vai refletir no andamento do processo, a exemplo do trabalho que deve ser feito com fornecedores externos. Segundo Adriana Ramos, diretora de Planejamento, Gestão e Finanças, o papel do setor é assegurar a prestação dos serviços oferecidos pela Funed em tempo hábil, com eficiência. “O projeto de parcerias entre setores do IOM e da DPGF, além de agregar mais eficiência, contribui para o processo de capacitação e gestão do conhecimento na Funed”, afirmou Adriana. Comportamento Segundo Maria Helena Savino, chefe da Divisão de Planejamento e Gestão de Qualidade do IOM, os encontros servem para esclarecer aos funcionários o papel da ONA e a importância da acreditação. “Ela só será obtida com o envolvimento de todos”, afirma Maria Helena. O IOM, que há cinco anos investe em seu sistema de qualidade, foi o grande vencedor do prêmio Banas Excelência em Metrologia 2007, na categoria Análise Clínica. O Instituto Octávio Magalhães é referência em vários tipos de exames laboratoriais e diagnósticos. A Fundação é referência nacional em Leishmaniose Visceral e Doença de Chagas, referência regional para os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais para Difteria, Coqueluche, Doenças Enterais e Meningites Bacterianas. Além disso, a Funed é também referência regional para os estados de Minas e Espírito Santo para a sorologia da Febre Maculosa e para o controle de qualidade dos estados dos estados do Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Tocantins. Além disso, a Fundação Ezequiel Dias tem passado por várias outras auditorias externas, que confirmam o investimento em qualidade. Em 2006, a Fundação teve 57 ensaios habilitados na Rede Brasileira de Laboratórios – Reblas; e em 2007 foi muito bem avaliada pelo Ministério da Saúde na auditoria para definição do Fator de Incentivo para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (FinLacen). Além disso, aguarda o resultado de uma auditoria realizada pelo INMETRO. De acordo com o presidente da Funed, Carlos Alberto Pereira Gomes a avaliação externa é uma forma de manter constante o desafio de melhorar, sempre, a qualidade dos serviços públicos de saúde prestados à toda a população, confirmando o papel importante da Funed como laboratório central de saúde referência não só em Minas, mas em todo o país. |
|
| Concurso: nova lista de nomeações é publicada | |
| 02/07/2008 - 16:00 | |
Confira em Concurso Público nova lista de nomeações Publicada no Jornal Minas Gerais dia 02/07/2008. |
|
| Instituições de BH recebem agasalhos e cobertores arrecadados pela Funed | |
| 25/06/2008 - 12:00 | |
“Nessa época de inverno, cobertor faz falta. A gente fica com o peito cheio, gripado, sentindo muito frio à noite”. As palavras de Hudson Douglas de Oliveira, morador de rua, são um exemplo de necessidades básicas que a solidariedade pode ajudar a suprir. Hudson foi um dos beneficiados pela primeira Campanha do Agasalho da Fundação Ezequiel Dias (Funed), realizada nas duas primeiras semanas de junho, que arrecadou uma tonelada, 751 quilos e 400 gramas de roupas, cobertores e sapatos. A idéia surgiu como um incentivo à solidariedade entre os funcionários (já demonstrada pelos servidores em campanhas anteriores de doação de sangue e medula óssea), com foco em instituições carentes.
Os materiais foram entregues na manhã de ontem (18/06) a três entidades de Belo Horizonte, cujos nomes foram sugeridos pelos próprios funcionários da Funed. No abrigo São Paulo, Marlete Casagrande Martins, que está na instituição há três meses, recebeu o caminhão cheio de doações com alegria. “Isso é muito importante e nos deixa muito reconfortados”, afirmou. Diana Barbosa da Silva, que está no abrigo com o marido e o filho de dez meses, também agradeceu pelo carinho a mais no inverno. A entidade, que atende pessoas em situação de risco, moradores de rua, migrantes e desempregados, é mantida por doações, verbas governamentais e pela Sociedade São Vicente de Paulo. Segundo Célio Antônio Teixeira, coordenador administrativo do abrigo, em média 130 pessoas passam as noites no local. Elas recebem tratamento médico, higiene e alimentação. “Muitas chegam só com a roupa do corpo”, conta Célio.
A Casa Bom Samaritano, ligada à fraternidade católica Toca de Assis, oferece vestuário, banho, café da manhã, almoço e serviços como corte de cabelo e barbearia, além do trabalho de evangelização. À noite, os irmãos percorrem pontos de Belo Horizonte onde há concentração de moradores de rua e fornecem alimentação e cobertores. De acordo com Cirilo da Eterna Jerusalém, cerca de 100 pessoas são atendidas diariamente, tanto na casa quanto nas ruas, dentro da filosofia do amor ao próximo e dignidade do ser humano. “A sobrevivência da entidade se deve às doações de fiéis e de voluntários, a exemplo dos funcionários da Funed”, afirmou. No Hospital Mário Penna, que atende exclusivamente pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as roupas doadas passam por uma triagem. Algumas são encaminhadas para os pacientes e outras fazem parte de um bazar, cuja renda é revertida para o hospital; além de serem enviadas também para o Hospital da Baleia, das Clínicas e a Santa Casa. Segundo Éder Lúcio de Souza, diretor geral do hospital, as doações ajudam a realizar, por mês, entre 200 e 280 cirurgias, três mil consultas, cinco mil exames laboratoriais e 250 internações. “O paciente recebe aqui o tratamento completo, desde as primeiras consultas, até cirurgias, quimioterapia, medicamentos”, explica Edson. Para os interessados em doar roupas, alimentos, medicamentos e outros materiais para estas instituições, os contatos são:
|
|
| Funed abre exposições sobre grandes nomes da saúde pública, política e ciência | |
| 09/06/2008 - 12:00 | |
A Fundação Ezequiel Dias (Funed) abre, a partir deste mês de junho, exposições sobre personalidades de destaque na saúde pública, política e ciência de Minas Gerais e do Brasil. A seleção de fotos e documentos de época estará aberta à visitação no Centro de Informação Científica, Histórica e Cultural (Ceninf) da Funed, localizado à Rua Conde Pereira Carneiro, 80 – Gameleira. O projeto "Olhar do Ceninf" estréia contando a história do próprio fundador da Instituição, na mostra "Ezequiel Dias - o homem, cientista e poeta", que fica exposta até o dia 27 de junho.
As trajetórias profissionais desse grandes vultos, que marcaram também a construção da Fundação Ezequiel Dias, serão exibidas durante um mês. Os próximos homenageados serão o médico, professor e pesquisador Octávio Magalhães, que dá nome a uma das diretorias da Funed; o também médico e ex-presidente da Associação Médica de Minas Gerais Lívio Renault; o pesquisador Antônio Augusto Tupynamba; o fundador da Diretoria de Pesquisa da Funed, Carlos Ribeiro Diniz; o primeiro diretor da fábrica de medicamentos da Funed, Paulo Freire; o professor e pesquisador Amílcar Vianna Martins e a pesquisadora Agostinha Rabelo. De acordo com a bibliotecária Anna Maria Leite, coordenadora do Ceninf, o projeto é uma vitória contra o esquecimento e uma fonte de conhecimento para pensar o presente. "A Funed, por meio desse trabalho, ajuda a identificar, reunir, tratar e disponibilizar coleções documentais de personalidades da saúde pública e ciências biomédicas. Essa documentação gera referências, cria identidades, recupera trajetórias que são o substrato para a construção de sentidos", explica Anna. Ezequiel Caetano Dias A Funed completou 100 anos em agosto de 2007. A trajetória vitoriosa da Instituição começou com Ezequiel Caetano Dias, discípulo da Escola de Oswaldo Cruz. Ele nasceu em Macaé, estado do Rio de Janeiro, no dia 11 de maio de 1880. Cursou Farmácia e Medicina. Ainda como acadêmico, dividia o tempo entre o estudo, na faculdade de medicina, e o trabalho no Instituto de Manguinhos, hoje Fiocruz. Em 1902, após uma crise político administrativa no governo, Ezequiel Dias, recém-formado, volta ao seu trabalho no Instituto Soroterápico de Manguinhos, onde continuou a realizar suas pesquisas e aprofundar seus estudos nas técnicas microbiológicas, ao lado de seu mestre Oswaldo Cruz. Em 1904, fez parte de uma comissão para efetuar pesquisas sobre o beribéri e, em 1905, seguiu para o Maranhão, como diretor de higiene e do laboratório bacteriológico. Ezequiel Dias instalou completo laboratório de pesquisas e orientou, pelos ensinamentos experimentais, os serviços de higiene pública naquele pedaço do Brasil. Viajou já com a doença que seria o seu algoz: a tuberculose. Em 1907, foi convidado por Oswaldo Cruz para fundar, em Belo Horizonte, uma filial do Instituto Manguinhos. Inaugurava-se, em 3 de agosto do mesmo ano, a filial do Instituto Oswaldo Cruz em Belo Horizonte, na qual Ezequiel Dias assumiu o cargo de médico e diretor do estabelecimento. Participou ativamente da vida acadêmica na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais como professor de microbiologia. Em 22 de outubro de 1922, faleceu em conseqüência da tuberculose e, em reconhecimento ao seu trabalho, a então filial passou a se chamar Instituto Ezequiel Dias. A Funed, hoje ligada à Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, se tornou uma das instituições mais importantes do Brasil. Especialmente nos últimos cinco anos, a Fundação bateu recordes históricos na produção de medicamentos e na oferta de serviços referentes à vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, além de ser destaque nacional em saúde pública. |
|
| Complexo econômico industrial da saúde é tema de evento promovido pela Funed e pelo Sindusfarq | |
| 29/05/2008 - 12:00 | |
A Fundação Ezequiel Dias (Funed) e o Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos e Químicos para Fins Industriais no Estado de Minas Gerais (Sindusfarq) realizaram na manhã de sexta-feira, 30/05, o seminário “Desenvolvimento Industrial e Anvisa”. Com a presença de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e empresários do setor farmacêutico de várias cidades de Minas, o evento debateu as principais questões envolvendo o desenvolvimento desse campo industrial e a legislação e atuação da Anvisa. De acordo com o presidente da Funed, Carlos Alberto Pereira Gomes, a Fundação, que está entre os laboratórios oficiais mais bem conceituados pela Anvisa, a parceria e diálogo com o Sindusfarq e a SES retratam uma “obsessão” do órgão hoje: a capacitação contínua. Carlos Alberto destacou ainda a necessidade de se apressar e qualificar o processo produtivo da indústria farmoquímica brasileira. “Algumas das ferramentas para isso são a transferência tecnológica, a exemplo do trabalho que está sendo feito pela Funed para produção de novos medicamentos; e as parcerias entre empresas públicas e privadas”, explicou o presidente. Segundo ele, a parceria entre a Funed e o Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia permitirá reduzir de dez para seis anos o tempo necessário para produzir biofármacos (medicamentos cujo princípio ativo é obtido de células e bactérias) em larga escala, de forma inédita no país. “A Anvisa precisa estar inserida nesse diálogo e participar do incentivo para que a indústria brasileira participe da competição mundial com qualidade”, afirmou Carlos Alberto. A presidente do Sindusfarq, Giana Marcellini, destacou os problemas enfrentados pelas indústrias farmacêuticas e químicas em relação à questão regulatória, como o extravio e dificuldade de acompanhamento de processos, a demora no encaminhamento de documentos, a dificuldade de comunicação e a falta de cumprimento de prazos, além de uma legislação que sofre muitas mudanças e que não contempla especificidades de determinadas indústrias. Giana apontou ainda a desoneração de tributos e o investimento em biotecnologia como caminhos para o desenvolvimento desse ramo industrial, além de destacar o Profarma – programa do governo federal para apoio ao desenvolvimento do complexo industrial da saúde e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltado para a saúde. “O grupo empresarial, em colaboração com a Anvisa, pode contribuir para que o Brasil importe menos medicamentos e produtos químicos”, afirmou Giana. Maria José Drumond, gerente em Vigilância de Medicamentos e Congêneres da Secretaria de Estado da Saúde, falou sobre a grande experiência de Minas Gerais na área de Vigilância Sanitária (Visa). “A Visa de Minas Gerais consolida o processo de proteção da saúde por meio de seu papel regulador, considerando a lógica econômica e a lógica sanitária”, afirmou. Durante a palestra, Maria José realçou a importância do diálogo com a indústria para se manter o equilíbrio nas decisões referentes à saúde pública, para que não haja dificuldades de acesso da população a novos medicamentos e, ao mesmo tempo, a qualidade seja garantida. Anvisa O evento contou com a presença de dois diretores da Anvisa, que mostraram o esforço da agência reguladora em reduzir a burocracia e tempo demandado na análise de processos. Segundo José Agenor Álvares da Silva, um sistema de regulação forte, conjugado com o fortalecimento das vigilâncias estaduais e municipais, beneficia o setor produtivo, com garantia de eficácia terapêutica para a população. “A Agência investe em práticas de gestão e capacitação para reduzir a burocracia, fortalecendo a legislação. E é importante destacar que os Estados precisam apoiar os municípios no desenvolvimento das ações de vigilância, ainda mais quando há uma vocação para biotecnologia, caso de Minas Gerais. O sistema não pode ser centralizado, ao mesmo tempo em que as regras e prioridades têm que ser muito claras”, afirmou José Agenor. Agnelo Santos Queiroz Filho, também diretor da Anvisa, destacou a importância do complexo econômico industrial da saúde, responsável por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e por nove milhões de empregos diretos e indiretos. Segundo Queiroz, o setor apresenta crescimento. O faturamento das empresas farmacêuticas passou de 5,6 bilhões de reais em 2003 para 14,6 bilhões de reais em 2007, sendo que a participação das empresas nacionais nesse faturamento passou de 25 para 40%. “A Anvisa tem como meta reduzir o déficit comercial brasileiro em relação a esses produtos, além de elevar os investimentos em inovação, fortalecer as empresas nacionais e os laboratórios públicos, com expansão de recursos para pesquisa e desenvolvimento, infra-estrutura, e aumento do poder de compra estatal”, informou o diretor. De acordo com ele, além da formação do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde, o número de autorizações de funcionamento concedidas pela Agência mais que dobrou no primeiro trimestre de 2008 em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, existe um projeto piloto implantado em Goiás de envio de relatórios via internet, para conferir mais agilidade aos processos. O encontro terminou com o debate entre os participantes e convidados. “O trabalho conjunto, com mais agilidade e transparência só trarão benefícios para um setor que está diretamente ligado à soberania brasileira”, concluiu o presidente da Funed. Crédito da foto: Comunicação Funed 29 de maio de 2008 |
|