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O Serviço de Desenvolvimento Tecnológico Farmacêutico (SDTF) da DPD celebra mais uma conquista: conseguiu aceite para publicar o artigo Molecular genetics and emerging therapies for retinitis pigmentosa: Basic research and clinical perspectives (Genética molecular e terapias emergentes para retinose pigmentar: Pesquisa básica e perspectivas clínicas – em tradução livre) na revista Progress in Retinal and Eye Research, periódico com o maior fator de impacto na área de oftalmologia no mundo. O trabalho foi feito em colaboração em uma rede internacional e translacional de pesquisa, formada por pesquisadores de quatro diferentes instituições: Funed, Faculdade de Farmácia da UFMG, Universidade da Califórnia, campus de Irvine (CA, USA), e Universidade Nacional de Seoul (República da Coreia),

O periódico possui fator de impacto Journal Citation Reports (JCR) de 11.587, com um total de 5428 citações no ano de 2016. O JCR é uma publicação anual do Instituto de Informação Científica, uma divisão da Thomson Reuters, que fornece informações sobre as mais importantes revistas acadêmicas e científicas do mundo.

A pesquisadora Silvia Fialho, do SDTF, responsável pela pesquisa na Funed, explica que o artigo discute e apresenta os aspectos genéticos e moleculares e as atuais terapias para o tratamento de retinose pigmentar (RP) – doença hereditária que causa degeneração da retina e afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo. Ela é caracterizada por perda progressiva dos cones e bastonetes, células presentes na retina, e causa disfunção visual severa e cegueira nos dois olhos. “A dificuldade de tratamento se deve principalmente à grande quantidade de mutações genéticas associadas à doença. Os tratamentos disponíveis não resolvem a causa primária da doença e a sua eficácia clínica até o momento não foi totalmente comprovada”, explica Silvia.

Estudos clínicos em andamento ou já concluídos para o tratamento da RP incluem a terapia gênica, terapia celular e próteses retinianas. Silvia acrescenta que a terapia gênica, que utiliza uma estratégia de corrigir os defeitos genéticos usando vetores (transportadores) possui o potencial de substituir ou silenciar o gene defeituoso. “O desenvolvimento de transportadores genéticos constitui uma modalidade promissora de tratamento de retinose pigmentar e outras distrofias retinianas hereditárias”, afirma a pesquisadora.

Publicado em 10/11/2017 às 16:45.