Funed conquista 4º lugar em premiação do Conselho de Farmácia
A pesquisadora e farmacêutica do Serviço de Microbiologia e Biologia Molecular de Produtos (SMBP) da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Rita Flávia Laurenti Ribeiro, representou a instituição, em outubro, no 17º Congresso de Farmácia de Minas Gerais (CFMG), promovido pelo Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRFMG). Com mais de duas mil inscrições e 170 trabalhos avaliados, a Funed conquistou o quarto lugar com a apresentação oral da pesquisa “A metodologia in vitro para determinação da potência de venenos botrópico e laquético e soros hiperimunes antibotrópico e antilaquético em células Vero”.
O projeto é fruto da pesquisa de mestrado da também servidora da Funed, Juliane Aparecida Fernandes. Para ela, receber a notícia da premiação representa a consagração de anos de dedicação e paixão pelo projeto. “Fiquei muito feliz, emocionada e realizada. Foram anos de dedicação intensa, desafios técnicos e emocionais, conciliação com trabalho e maternidade, uma rotina exigente para alcançar o objetivo. Várias vezes desacreditei de mim mesma, mas respirei fundo e segui em frente. Ver esse esforço sendo reconhecido é muito gratificante. Fez tudo valer a pena”, reflete emocionada.
Juliane, que trabalhou por cerca de dez anos com testes em animais no Serviço de Controle Biológico (SCBio) da Funed, recebeu de Rita Flávia, na época chefe do setor, o incentivo necessário para ingressar no Mestrado em Biotecnologia da Funed. O estudo, que já tinha sido iniciado anos antes por Rita, em parceria com o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carlos Olórtegui, teve continuidade durante o mestrado de Juliane, tendo a pesquisadora Rita como coorientadora e Milena Cristina Magalhães, professora da PPGBiotec/Funed, como orientadora.
“Sou muito grata à Funed e a todos que caminharam comigo, aos que não soltaram a minha mão, à equipe, aos orientadores, à minha família e amigos. Não poderia deixar de mencionar o apoio do Ari, amigo que fiz no Mestrado, amigos e professores da Funed, Secretaria Acadêmica, que nunca me desamparou e ouviu todos meus desabafos, sempre me dizendo que no final tudo iria dar certo. Esse prêmio é um marco pessoal que representa uma prova de que persistir vale a pena e que a ciência é para todos aqueles que, com propósito, verdade e dedicação, sempre encontrarão um espaço”, completa Juliane.
A pesquisadora aproveitou a oportunidade para dizer que as inscrições para a nova turma do Mestrado estão abertas. “Todos somos capazes, basta termos apoio, incentivo por parte dos colegas de trabalho e da gestão em geral, além da disposição, é claro, em enfrentar novos desafios”, reforça Juliane. Confira mais informações sobre o Mestrado 2026 neste link.
A premiação
A iniciativa de concorrer à premiação partiu da pesquisadora Rita Flávia L. Ribeiro, que sempre acreditou no impacto da pesquisa. “Pela minha experiência em cultivo de células e testes em animais, realizei os primeiros testes e vi que era possível indicar o estudo como projeto de pesquisa do Mestrado da PPGBiotec/Funed. Juliane abraçou a causa e dois fatores foram essenciais para o sucesso da pesquisa: sua vontade de trabalhar com métodos alternativos a testes com animais e seu olhar diferenciado em microscopia”, ressalta.
As servidoras também participaram da última edição do Prêmio de Incentivo à Pesquisa Professor Carlos Ribeiro Diniz. Apresentado por Juliane Fernandes, a pesquisa também conquistou o quarto lugar na premiação.
Segundo Juliane, a divulgação dessa pesquisa deve ser continuada e se sentiria ainda mais realizada se seu método fosse aplicado na Funed. “Pretendo apresentar esse trabalho em outros congressos e seguir com a publicação científica. Esse projeto não nasceu para ser engavetado, pois tem potencial para inspirar e abrir caminhos para métodos mais humanizados e eficientes. Gostaria de ver essa técnica sendo implantada e validada na Funed e em outros laboratórios produtores de soros hiperimunes antipeçonhentos que hoje executam o teste em animais”, afirma.
Sobre a pesquisa
O projeto consiste em desenvolver uma metodologia in vitro para avaliar a potência dos venenos das serpentes peçonhentas jararaca e surucucu e dos soros correspondentes (soro antibotrópico-laquético). Atualmente o teste é realizado em camundongos e, segundo a chefe do SCBio, Milena Magalhães, a gestão tem se comprometido, cada vez mais, com a redução no uso de animais para testes.
“Em vez de usar animais, propomos a utilização de células Vero como uma alternativa alinhada aos princípios dos 3Rs (reduzir, refinar e substituir), expectativa mundial de redução, refinamento e substituição dos animais utilizados nos experimentos científicos e no controle de qualidade da produção de medicamentos biológicos, como dos soros hiperimunes antipeçonhentos produzidos pela Funed”, explica a coorientadora do projeto, Rita Flávia Laurenti Ribeiro.
“Este estudo carrega muito mais que dados, pois representa esforço, superação e o desejo de contribuir com a saúde pública e com uma ciência mais humanizada. Ver que nossa metodologia tem potencial de aplicação prática é realmente gratificante”, completa Juliane.
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Publicado em: 17 de novembro de 2025 10:12





Parabéns à FUNED e às pesquisadoras em especial à pesquisadora Rita Flavia !
Parabéns Ju por mais essa conquista, fico muito feliz de ver você realizando seus sonhos e projetos. Muito sucesso na sua caminhada, que Deus continue abençoando sua trajetória 🙂