Pesquisadora e bolsistas da Funed são destaque da revista “Mulheres em Rede”
Promover reflexões sobre a condição feminina na sociedade, especificamente no contexto educacional e na cidade de Belo Horizonte. Esse é o objetivo do informativo “Mulheres em Rede”, produzido pela Diretoria de Políticas Afirmativas da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte (SMED). De periodicidade trimestral, a edição de número 5, referente aos meses de novembro e dezembro de 2025 e janeiro de 2026, traz como tema central o “Dia das Mulheres e Meninas na Ciência”, celebrado em 11 de fevereiro. De acordo com a equipe da SMED, a publicação busca “aprimorar políticas que favoreçam a equidade de gênero e combatam as violências dirigidas a mulheres e meninas na cidade de Belo Horizonte”.
Sob a perspectiva da sororidade – palavra oriunda do termo latim soror, que significa irmã; que é a união, empatia e solidariedade entre mulheres que se movimentam para se apoiarem mutuamente para que todas cresçam juntas, a edição conta com uma entrevista com Luciana Silva, pesquisadora da Fundação Ezequiel Dias, e de duas jovens cientistas orientadas por ela: Ana Paula Moreira da Silva, estudante de Biomedicina, ex-bolsista de iniciação científica e atual estagiária do Laboratório de Biologia Celular, coordenado por Luciana; e Bianca Rocha dos Santos, aluna de doutorado e ex-aluna do mestrado profissional em biotecnologia da Funed.
A matéria traz a trajetória acadêmica das três entrevistadas e como a educação científica e os incentivos das instituições nessa área contribuíram não só em sua formação, mas também no estímulo à busca do conhecimento. “Construí minha trajetória acadêmica em instituições públicas e por meio de bolsas em instituições privadas. Ao longo do caminho, encontrei na pesquisa minha verdadeira vocação e me alegra ver cada vez mais mulheres ocupando espaços na ciência, contribuindo para um ambiente diverso e inspirador”, relata Bianca. Ana Paula conta que ingressou na Funed quando estava no 3º período da faculdade, compartilhando com a orientadora seu medo de não ser capaz e não ter conhecimento suficiente. “No entanto, o que encontrei foi um ambiente de muito aprendizado e companheirismo. Um local onde desenvolvo não só habilidades técnicas, mas minhas habilidades pessoais”.
Para Luciana, a chave de tudo está na educação. “A dica que eu dou para os professores de ciência é para que eles possam ousar mais, colocar a criatividade em jogo, estimular as meninas e os meninos para que eles tenham interesse no conhecimento, que não seja só essa forma de aprendizado passiva. Temos que ter uma educação mais disruptiva, conectando as outras áreas do conhecimento”, observa. A Fundação Ezequiel Dias também acredita na educação como base para a formação do ser humano. Por meio de programas de bolsas com recursos próprios, da FAPEMIG e do CNPq, a instituição recebe muitos alunos para estágio e iniciação científica, desde o ensino médio até o pós-doutorado. Seu Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia recebeu nota 5 da CAPES e já formou 59 mestres. Os Programas de Popularização da Ciência da Funed atuam diretamente na disseminação do conhecimento científico para crianças, jovens e adultos, além de contribuírem na capacitação de agentes de saúde. Visite nosso site para saber mais. E, para ler a edição completa do “Informativo Mulheres em Rede”, clique aqui.
Por Nayane Breder/Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento
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Publicado em: 06 de fevereiro de 2026 11:51
Última atualização: 06 de fevereiro de 2026 11:51
