Marco histórico na indústria da Funed

Fundação avança na transformação digital com a contratação de sistema ERP que integrará e controlará com precisão processos administrativos e produtivos

Com o objetivo de otimizar e integrar as áreas administrativas, financeira e produtiva, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) dá um importante passo rumo à unificação de seus processos institucionais. Acaba de ser concluído o processo licitatório para contratação de serviços de Software de Gestão (Enterprise Resource Planning – ERP), na modalidade Software as a Service (SaaS), que permitirá a integração dos principais processos administrativos e produtivos de toda a Funed. A novidade visa promover uma transformação digital na instituição, iniciando uma nova era com a modernização da Funed, principalmente no setor industrial. A empresa vencedora do processo licitatório foi a Totvs, com a proposta de R$ 89.900.000,00 (oitenta e nove milhões e novecentos mil reais). O preço médio havia sido orçado em R$ 109.000.000,00 (cento e nove milhões de reais), o que resulta em uma importante economia para o Governo de Minas.

Para o presidente da Funed, Felipe Attiê, o novo sistema trará inúmeros benefícios à instituição, como a integração de processos e de dados. Segundo Attiê, existirá uma Funed industrial antes e depois da implantação do sistema; será um divisor de águas para o controle e a eficiência da indústria farmacêutica. “A Funed tem recebido o apoio incondicional do governador Zema e do vice Mateus Simões para sua recuperação, pois até então não dispunha de um software para o controle e o gerenciamento da produção, sendo o único dos grandes laboratórios farmacêuticos nacionais (Lafepe, Fiocruz, Instituto Butantan, Furp, etc.) sem um sistema de gestão integrada. Os processos da Funed são manuais, desconexos e realizados em planilhas. Precisamos ter maior rastreabilidade, segurança dos medicamentos e dos dados, no alinhamento às regulamentações da Anvisa e da ISO 9001”.

Segundo o diretor de Planejamento, Gestão e Finanças da Funed, Dimitri Assis de Souza, essa foi uma contratação de alto valor e complexidade, realizada, na maioria das vezes, por órgãos de grande porte e altamente especializados. “Mesmo assim, realizamos tudo internamente, com uma equipe enxuta e altamente técnica. Foram seis meses de processo de compras, um prazo recorde para a Funed considerando a complexidade, o valor envolvido e o nível de análise requerido. Essa conquista demonstra a capacidade da Funed de executar projetos estruturantes com excelência”, revela.

A implantação do sistema ocorrerá em várias etapas e tem previsão de ser concluída em cerca de dois anos. Após a aquisição do software, que foi realizada por meio de um processo de licitação, o contrato será assinado e, então, terá início sua implantação na Funed, contemplando todos os serviços descritos no edital. Segundo a chefe da Divisão de Tecnologia da Informação (DTI) da Funed e coordenadora do projeto, Danúbia Ramos, a adoção do ERP representa uma transformação institucional que vai além da tecnologia. “Embora seja uma solução de software, o ERP é um projeto amplo e complexo, que envolve toda a Fundação. Ele está diretamente vinculado às regras de negócio e aos fluxos de processos de cada área. Por isso, a participação ativa de gestores, usuários-chave e servidores é fundamental em todas as etapas do projeto”, ressalta.

O que muda na prática
Após a contratação do fornecedor, será iniciada uma fase de imersão institucional, com o objetivo de compreender os processos internos da Funed e configurar o sistema de acordo com as necessidades de cada área. Por se tratar de uma contratação na modalidade SaaS, o sistema será implantado em ambiente de nuvem. A manutenção da infraestrutura e da aplicação será de responsabilidade do fornecedor, enquanto a governança do sistema, a definição das regras de negócio e a gestão dos dados permanecerão sob responsabilidade da Funed.

O assessor da Diretoria de Planejamento, Gestão e Finanças, Rodrigo de Brito Prates, destaca que a etapa de planejamento da implantação exigirá mais tempo e dedicação de todos os envolvidos. “A carga horária de treinamento dos servidores será definida pelo fornecedor, pois as pessoas serão capacitadas conforme o processo em que atuam e não no sistema como um todo”, explica. Rodrigo acrescenta que haverá uma avaliação de qualidade do treinamento, com critérios objetivos previamente definidos, e que, caso a pontuação mínima não seja atingida, o processo será repetido. “Tudo isso para assegurarmos excelência na entrega. Os principais atores dessa implantação são os usuários, responsáveis pelos processos. Por isso, contamos com o envolvimento dos servidores e da alta gestão para o sucesso do projeto”, enfatiza.

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Publicado em: 16 de dezembro de 2025 16:05

Última atualização: 17 de dezembro de 2025 08:50